Vendia a minha alma ao diabo
(já que deus não ma compra)
11.8.05
1.8.05
23.7.05
Carnalmente
Beijo-te. Sorvo-te.
Beijo-te e não te deixo respirar.
Sorvo-te e sinto-te fraquejar.
E provo-te e saboreio-te e sinto-te e consumo-te e trinco-te e arranho-te e mordo-te e rasgo-te e rompo-te.
E sorvo-te e beijo-te e não te deixo respirar e sinto-te fraquejar e abraço-te e não te largo.
E amo-te. Carnalmente.
Beijo-te e não te deixo respirar.
Sorvo-te e sinto-te fraquejar.
E provo-te e saboreio-te e sinto-te e consumo-te e trinco-te e arranho-te e mordo-te e rasgo-te e rompo-te.
E sorvo-te e beijo-te e não te deixo respirar e sinto-te fraquejar e abraço-te e não te largo.
E amo-te. Carnalmente.
12.7.05
4.7.05
27.6.05
Olha para ti
Olha para ti. Não tens vergonha? Devias ter vergonha. Olha para ti a rastejar. A comer o pó do chão. A comer o pó do chão e a ser pisado por tudo. A comer o pó do chão, a ser pisado por tudo e a levar pontapés de todos. A comer o pó do chão, a ser pisado por tudo, a levar pontapés de todos e a ser calcado e espezinhado, sem nada dizer.
A aceitar ser desprezado.
Levanta-te. Ergue-te do chão. Enfrenta o mundo. Devias ter vergonha. Não tens vergonha? Isso. Esconde a cara. Tapa os olhos. Sim, chora. Grita por ajuda. Não. Não te ajudo. Não te dou a mão. Tu não mereces.
Tenho pena de ti. Porque tu não és homem. Tu não és nada.
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