23.10.13
A verdade pela negativa
A análise do nosso percurso de vida encaminha-nos para a conclusão geral de que nada poderia ter acontecido de maneira diferente daquela que aconteceu, pela simples razão de que não temos forma de comparar a vida que temos com aquela que poderíamos ter tido.
Quanto muito, podemos apenas fazer conjecturas pela negativa sobre o que teria acontecido. Não podemos pensar sobre o que teria acontecido se tivéssemos feito algo desta ou daquela maneira, mas apenas se não o tivéssemos feito desta ou daquela maneira.
A verdade pela negativa pode doer, pois nunca saberemos aquilo que poderíamos ter tido. Sabemos apenas e vagamente aquilo que não tivemos.
Quanto muito, podemos apenas fazer conjecturas pela negativa sobre o que teria acontecido. Não podemos pensar sobre o que teria acontecido se tivéssemos feito algo desta ou daquela maneira, mas apenas se não o tivéssemos feito desta ou daquela maneira.
A verdade pela negativa pode doer, pois nunca saberemos aquilo que poderíamos ter tido. Sabemos apenas e vagamente aquilo que não tivemos.
30.1.13
18.12.11
16.1.11
Mas qual é a razão? Qual é a razão para esta tristeza que me acompanha e não me larga? E cola-se-me dos pés à cabeça e não me larga. Eu não a convidei a passear comigo, mas ela não me larga, anda mais colada a mim do que a minha própria sombra. A minha sombra, não a sinto, quase não a vejo. Mas esta tristeza que anda agarrada a mim nunca a deixo de sentir, nunca deixo de a ver. Por que razão não me larga?
7.1.11
15.5.10
5.5.10
28.2.10
3.11.09
16.10.09
Um vermelho tão vermelho
Hoje acordei cedo de manhã. Olhei para a imagem desfocada que o espelho me devolvia e comecei a fazer a barba. Cortei-me. Um fio de sangue escorreu-me pelo pescoço abaixo. Não consigo deixar de pensar como é que um vermelho tão vermelho me corre pelo corpo.
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