28.7.08

A minha alma está febril, deitada no leito do desespero.

Grita.
(Ninguém a ouve)

Delira
(Ninguém a acode)

15.6.08

Onde está ela?

Não sei onde estou. Há muito que me perdi. Não passeio, antes vagueio por esta estrada de pó. Estou perdido e não tenho bússola. Não sei onde é o Norte, mas nem sei se é o Norte que procuro. É difícil encontrar um lugar a que nunca se foi. Onde está ela?

2.6.08

Não lhe respondas com outra pergunta. Responder com outra pergunta não é responder. É esconder as próprias dúvidas atrás de uma interrogação.

6.5.08

Agora compreendo por que não te queria olhar de frente. De que me serve querer o sol, se sei que não o posso ter?

4.5.08

Luz de Maio

Quando te foste embora, o Inverno desceu sobre mim. O tempo passou e agora recordo-te como luz. Ele não pára, mas tudo cura, até mesmo a dor mais profunda. Continuo a lembrar-te. És a minha luz. Sempre e para sempre.

15.4.08

Sinto-me como um vagabundo que vagueia pelo apeadeiro da desilusão, à espera de um comboio que sabe que nunca vai chegar.